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História e Meio Ambiente - Península de Maraú - Costa do Dende - Bahia A Costa do Dendê (região turística bahiana, que corresponde as cidades de Camamu, Igrapiúna, Ituberá,Nilo Peçanha,Taperoá,Cairu, Valença , Morro de São Paulo e Maraú)assim denominada a grande quantidade de dendenzeiros existentes, está entre as mais antigas áreas de ocupação e povoamento do Brasil.
As primeiras noticias sobre essas terras férteis e de águas abundantes remontam a terceira década do século XVI, quando Martim Afonso de Souza, militar a administrador colonial português, a mando do rei D. João III, O Colonizador , comandou uma expedição de 5 navios com a Tríplice Missão de explorar a costa desde o Maranhão até o Rio da Prata,para impedir o comercio de pau – Brasil pelos franceses e fundar os primeiro núcleos lusitanos no Brasil quinhentista.
Até onde se sabe, Martim Afonso de Souza foi o primeiro europeu a pisar nas praias da Costa do Dendê. Por volta de 1560, os jesuítas fizeram surgir, em uma aldeia de índios tupiniquins situadas as margens do rio Camamu, um povoado que recebeu o mesmo nome do rio, nome que tem como significado em tupi ‘’peito negro” , ave aquática então abundante na região.
1637 – Camamu, cidade que é banhada pelas águas calmas e cristalinas da Baía de Camamu (terceira maior Baía em volume de águas) é invadida pelos holandeses, e para prevenir novos ataques , os senhores de engenho mandaram entulhar os canais de acesso ao porto com pedras enormes que ainda hoje dificultam a navegação de embarcações de maior porte nessa região, é possível percebemos até hoje um pequeno desvio dos barcos na chegada a cidade de Camamu, que é uma das mais antigas cidades brasileiras, nascida em 1560 de uma aldeia de indios tupi catequizados pelos jesuítas, que ali ergueram a capela de Nossa Senhora da Assunção de Macamamu ,a cidade chegou a ser a segunda mais importante da Bahia e o maior exportador de farinha de mandioca do pais.
Assim como as terras de outros municípios da Costa do Dendê, também o município de Maraú tem sua origem em uma aldeia de índios tupiniquins denominada Mayrahú. Acredita- se que a aldeia dos “Mayras” foi descoberta pelos frades capuchinos italianos, que ali ergueram a Igreja Católica de São Sebastião de Mayrahú em 1705. No imaginário popular, a criação da Península de Maraú é a própria lenda da historia de amor entre o índio guerreiro Maraú e a índia Saquaíra. Além dos tupiniquins, também ocupavam as terras de Maraú os aguerridos aimorés - ou botocudos – que, desde os primórdios da colonização aterrorizavam os colonizadores e obstinadamente se recusavam ao contato. Por mais de um século a região enfrentou os ataques do indígenas. Os padres capuchinos, por volta de 1810 então intensificaram a missão de catequese , mais tarde enfraquecidos pelas doenças e pelas missões, os índios caíram sobre o fogo dos fazendeiros que lhes tomaram as terras, os que sobreviveram forma expulsos da região.
Mediante esse contexto , somados aos constantes ataques dos holandeses a Península de Maraú, temos início ao desenvolvimento de Mayrahú e conseqüentemente da Villa de Barra Grande ;atraídas pela fertilidade do solo, pela fartura do pescado , pela exuberante beleza da paisagem , densas matas e abundancia das águas muitas famílias, descendentes de colonos holandeses e dos índios tupis e aimorés foram se instalando na região.
Atualmente a Villa de Barra Grande – Península de Maraú, tem como principal atividade econômica o turismo e os diversos segmentos que o mesmo movimenta, além da pesca, em menor escala.
Apenas recentemente a Península de Maraú começou a ser descoberta pelos turistas, mas os moradores mais antigos contam que Maraú já foi visitada pelo escritor Frances Antoine de Saint Exupéry, autor do pequeno príncipe, que teria permanecido no município tempo suficiente para manter uma casa.
Barra Grande atrai por suas belezas naturais, até hoje muito bem preservadas visitantes do Brasil e de todo o mundo. A Península de Maraú está localizada em uma das extremidades da Baía de Camamu , seus atrativos naturais são exuberantes, entre eles podemos citar, ilhas desertas,lagoas de água doce,cachoeiras, morros,reservas de mata atlântica,manguezais, restinga e 40 km de praias adornadas por coqueiros, onde o verde contrasta com o azul do mar, criando um contraste ótico impressionante. Entre as praias mais procuradas está a da Ponta do Mutá , (foto) praia de águas calmas e cristalinas, e Taipú de Fora (foto) onde se localizam as piscinas naturais, que literalmente emergem no horário da maré seca.
È possível alugar equipamento de mergulho para observação de espécies marinhas, caminhadas pelo mangue,passeio de bicicleta pelas praias, trilhas e observação de pássaros,tais como cardial, assanhaço, sangue de boi.
No vilarejo de Barra Grande, sim, pois este de iniciou de uma Villa de pescadores, está localizada a maior concentração de pousadas, restaurantes, lojinhas e vida noturna.
A gastronomia e artesanato local estão presentes por toda a Villa, comida típica baiana nativa,arte em coco, dendê e piaçava, pratos preparados a base de lagosta e polvo , surpreendem os mais exigentes paladares.
A comunidade é formada por nativos e pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo que elegeram esse pedaço de paraíso como moradia. Reserve alguns dias para viver a magia desse lugar. APA DA PENÍNSULA DE MARAÚ
Criada
em 9 de setembro de 1997 pelo Decreto Municipal, com 212 metros quadrados
de área está sitiada no município de Maraú
, englobando as terras florestais de Mata Grande , Quitungo e Tremenbé
,área de nascentes e cachoeiras. A Península também
é uma região de de cultivo de especiarias como cravo, pimenta,
baunilha, macadamia,canela,piaçava,guaraná, seringueira,
coco, dendê, cacau, banana,cupuaçu,mandioca e açaí. |
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| Pousada
Capitão Gancho - danuzia@pousadacapitaogancho.com Av. Beira Mar, S/N Peninsúla de Maraú - Bahia - Brasil Fone: +55 (73) 3258-6065 © Copyright 2009 - Todos os direitos reservados |
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